Segura a onda

Li declarações do Vice-presidente de futebol do São Paulo acusando o STJD e toda a organização do campeonato brasileiro de um complô para que o Flamengo seja campeão. Compreendo que ele tenha lá suas queixas, afinal o seu clube foi punido na mesma semana com o afastamento de 3 jogadores por três jogos e perdeu o mando de campo em uma partida, a única das três que ainda restam, que jogaria em casa. A sua declaração estapafúrdia não observa o seguinte: as punições a que o São Paulo se sujeitou não são oriundas de lances discutíveis ou erros de arbitragens. Os tais jogadores suspensos e a invasão de campo que deram origem à tais punições foram indiscutíveis, ainda que se ache a punição rigorosa demais. Não o é! O São Paulo, na voz de seu dirigente, lamenta que seu clube esteja sujeitoàs regras da mesma forma que os outros.  Lamenta que se cumpram as regras com justiça em situação absolutamente cabíveis e, pior, ainda culpa uma outra entidade por isso, outro clube, o Flamengo, que em nada, a não ser o fato de estar concorrendo por méritos próprios ao título, pode ser responsabilizado. O Flamengo não teve nenuma vantagem obtida em questões extra-campo e não se oferece às punições das quais o São Paulo se eiz vítima por uma razão: é um dos times mais disciplinados do campeonato, que menos faltas comete e com menos jogadores advertidos. J O São Paulo, por sua vez, sempre figura entre os mais indisciplinados e faltosos.

Seria fácil enumerar aqui diversos erros de arbitragem que, coincidentemente, favoreceram o São Paulo,  vou me limitar a comentar um. No jogo do tricolar paulista contra o Barueri, que lhe garantiu três pontos por ter vencido por 1 x 0, um pênalti claro  e simples e não assinalado pelo árbitro, ocorrido no final do jogo. Fosse um empate, o resultado desta partida, quem estaria em primeiro lugar na tabela seria o Flamengo.

Outra coisa a se lamentar, em relação à mesma partida, foi o reconhecimento por parte de jogadores e dirigentes do Barueri, de que houver recompensa financeira oferecida por dirigentes de outro clube, premiando atletas do Barueri pelo resultado positivo contra o mesmo Flamengo,  na rodada anterior. Reconhecendo a falta de ética de tal recompensa, o presidente do Barureri resolveru tirar do time dois dos principais jogadores para, depois da partida contra o São Paulo reintegra-los à equipe. Conclusão: houve a tal mala-branca e o único favorecido por isso, além dos jogadores que aceitaram aceitaram  a propina, foi o time do do dirigente que agora enxerga um complô em favor do adversário.

Difícil será dar base às suas argumentações sem parecer um discurso antecipado de mau perdedor.



Escrito por Leo Jaime às 6:54 PM
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