Taguatinga nota 10

Assim como eu imaginava o público que foi ao Sesi hoje era espetacular. Lotado e com cadeiras extras e gente de todas as classes e idades. Como eu gosto. Aquela mistura fina! Perdoem os elitistas mas acho muito bom saber que crianças e senhorinhas, pais e filhos podem curtir juntos o meu show. É prova de que é uma coisa atemporal e abrangente. E por assim dizer, música, popular e brasileira.
Quebrei um dente no caminho. Um lá de trás. Passei o dia na cadeira do dentista mas consegui cantar numa boa porque este era o único dente em que eu tinha um canal feito. Sorte. MEsmo assim ainda tá tudo inchado naquela área. Mas como o som tava bom e o público melhor ainda acabei por cantar direitinho.
Uma coisa que reparei é que em todas as críticas do novo ou em quase todas, faziam menção ao trabalho de intérprete e avaliando como correto e preciso. bom isso. Não faço muita firula mesmo e geralmente é isso o que chamam de cantar bem. Mas se reparam que é bem feito, bem interpretado, pra mim tá ótimo. Não espero mais que isso.
Hoje o pessoal saiu do Sesi feliz. Tenho certeza.

Escrito por Leo Jaime às 11:58 PM
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Canja

Acabo de chegar do show do George Israel, no Mistura Fina, RJ. Muito divertido e cheio de participações muito especiais. É bom dividir o palco com amigos, como na noite de hoje. George, Toni Platão, Luci, Guilherme Isnard, Jorge Mautner e até o Leo, ficho do George, na bateria.
Amanhã, ou daqui a pouco, estarei com a banda no Sesi de Taguatinga, para um destes shows em que a entrada é por senha e gratuita. São ótimos os shows assim, acessíveis, e num horário mais tranquilo, lá pelas 8 da noite. Gosto muito de tocar no DF e neste horário, e para este público bem heterogêneo. A noite promete!



Escrito por Leo Jaime às 1:41 AM
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Saiu hoje no ES

empre em frente
07/07/2008 - 00h00 (Outros - Outros)

Vitor Lopes
vlopes@redegazeta.com.br

Ainda que Leo Jaime seja associado instantaneamente à geração 80 da música brasileira, já que foi nessa época que suas músicas mais fizeram sucesso, o cantor admite que "Interlúdio" (Som Livre) – seu primeiro álbum de inéditas após 18 anos sem gravar um disco – pode ser encarado como uma guinada em sua carreira.

"Em quase duas décadas, a indústria mudou muito e apostou em outras pessoas. Muitos artistas foram contratados. Eu fiquei esperando, mas sempre trabalhando. Fiz show durante todo esse tempo, mas nos últimos anos eu retomei a carreira de um jeito mais efetivo, tocando em lugares pequenos e divulgando minha produção pela internet", comenta o compositor, em entrevista ao Caderno 2.

Segundo o ex-João Penca e seus Miquinhos Amestrados (banda de rock dos anos 80), ficar tanto tempo sem gravar o deixou triste, o que influenciou seu processo criativo. "Eu vinha de uma continuidade de lançamentos de discos e tive de interromper isso. Foi terrível ficar na geladeira". No início desta década, Leo Jaime quase chegou a lançar um álbum pela Abril Music, só que a gravadora fechou as portas antes que o projeto fosse concretizado. A partir de então, ele preferiu não depender mais de gravadora, passando a produzir os próprios shows.

Recentemente, aproveitou o revival dos anos 80 e lançou um CD e DVD em que contava com participações especiais de companheiros de geração como Leoni, George Israel e Nasi.

Mas Leo Jaime toca as mesmas músicas até hoje, sendo um refém do próprio sucesso? "É óbvio que não. Eu continuei andando. As pessoas querem esse rótulo dos anos 80. Isso dá margem a muitas leituras, e uma delas é achar que o artista está parado no tempo, o que não é verdade", defende-se. Por conta disso, o cantor preferiu listar abaixo os seis artistas que anda ouvindo ultimamente, em vez de enumerar os ícones de sua geração.

Vinil

Por estar antenado com o que vem sendo produzido na música mundial e sabendo que o mercado muda cada vez mais rápido – afinal, na última vez em que Leo Jaime lançou um disco, o formato utilizado ainda era o vinil –, o cantor não se ilude com um novo sucesso a partir do lançamento de "Interlúdio". "Eu fiz o disco com um nível de exigência extremo, quero dar o meu melhor. Nem penso em venda. Para mim já será um grande sucesso se esse disco me render um outro", anuncia.

Em relação ao álbum, o músico comenta que, das dez faixas, sete são de sua nova safra de composição, entre elas "Tudo" e "Pelo Rio", mostrando que o cantor tem sede em voltar à atividade. "Assim que o disco acabou e eu comecei a ouvir, fiquei emocionado, como se fosse a primeira vez que a minha música tivesse tocado em uma rádio. Depois de treze anos sem ouvir uma música minha na estação, senti agora estar começando a carreira de novo, mas agora com um belo catálogo de toda a minha estrada", comenta um cantor, cheio de vontade em esquecer o tempo em que os fãs ficaram longe de sua música.

Ouça

Leo Jaime
CD "Interlúdio"
Som Livre: 10 faixas
Quanto: R$ 25, em média
Mais informações: www.leojaime.com.br

Cantor apresenta os seis artistas que não saem do seu som

Rufus Wainwright. "Ele é um excelente cantor e um compositor que me parece sempre muito inspirado. É interessante notar que ele tem um trabalho meio atemporal. Entre as músicas de que mais gosto estão ‘Vibrate’ e ‘Cigarettes And Chocolate Milk’".

Elvis Costello. "Tenho observado que ele está junto comigo, tomando as mesmas notas da crítica em seu novo álbum. Ele também é de uma outra geração e continua com composições autorais. Indico a audição de ‘Almost Blue’, que a Diana Krall também gravou".

Aimee Mann. "Ela ficou bastante conhecida pela trilha do filme ‘Magnólia’ (1999, de Paul Thomas Anderson). É uma compositora excelente com uma voz muito gostosa. Sugiro duas músicas: ‘Save Me’, da trilha do filme, e também ‘Calling It Quits’".

K.D. Lang. "Quando eu a ouço, lembro muito da Cássia Eller, já que ambas têm uma interpretação muito intensa e ao mesmo tempo sutil. É muito emotiva, porém com uma voz forte. Tem uma que ela canta que acho especial, que é ‘You Can Sleep While I Drive’".

Jamie Cullum. "É sempre bom ver esse pianista jovem em ação. Gosto de vê-lo interpretando grandes clássicos da música mundial, principalmente do jazz, como ‘Singin’ in the Rain’. Na voz dele, a música ganhou uma outra intensidade".

Norah Jones. "Sempre me dá prazer ouvir a Norah Jones cantar e tocar ao piano. Esta norte-americana é uma grande compositora e está em sintonia com a música mundial atual, principalmente pelos arranjos que ela cria".



Escrito por Leo Jaime às 1:03 AM
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Agente 86

Fui ver o filme hoje. Este foi um dos primeiros seriados que me pegou quando criança. Morria de rir do grande agente secreto. Gostei da adaptação embora ache que o filme tem um ritmo um pouco lento para uma comédia inteligente. Pr quem não sabe, o seriado foi escrito ou bolado pelo Mel Brooks, que é também o autor de Os Produtores, musical que saiu de cartaz recentemente depois de uma temporada muito bem sucedida.

Escrito por Leo Jaime às 1:00 AM
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Outra resenha do novo CD


MUSIQUALIDADE, por RUBENS LISBOA
A comemoração dos 50 anos de carreira de Carlos Lyra, anteriormente lançada em DVD, chega às lojas na versão CD. Conheça também o novo álbum de Léo Jaime...
07/07/2008 - 07:30

M U S I Q U A L I D A D E





R E S E N H A 1


Cantor: CARLOS LYRA
CD: “50 ANOS DE MÚSICA – AO VIVO”
Gravadora: BISCOITO FINO



Mais conhecido por ser um dos precursores da Bossa Nova, movimento musical que, nos anos sessenta, propagou a imagem de um Brasil feliz no exterior e que se caracterizou por aliar letras aparentemente bobinhas a harmonias intrincadas, o cantor e compositor Carlos Lyra é, de fato, autor de várias grandes canções da MPB, embora efetivamente seu nome nunca tenha alcançado a linha de frente do nosso cancioneiro.

Com uma imagem de galã que perdura até hoje, iniciou-se na música ainda adolescente, quando empunhava seu violão em festinhas de amigos da zona sul do Rio de Janeiro, dentre eles Nara Leão, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli.

Compositor inspirado, Lyra sempre teve voz pequena o que, de fato, nunca se lhe constituiu em um problema maior porque o gênero musical que abraçou tem como uma de suas maiores características justamente quebrar o estigma de que para ser um bom cantor haveria que se possuir uma voz descomunal.

Sua primeira canção gravada foi “Menina”, em registro de Silvinha Teles no distante 1955, mas somente quatro anos depois, quando João Gilberto gravou o antológico disco “Chega de Saudade”, no qual incluiu três de suas composições (“Maria Ninguém”, “Saudade Fez um Samba” e “Lobo Bobo”), é que ele começou a deslanchar. Um dos pontos altos de sua carreira viria em seguida: a trilha sonora do filme “Pobre Menina Rica”, composta ao lado de Vinícius de Moraes, da qual se extraem verdadeiras pérolas como “Primavera” e “Minha Namorada”. Faz-se mister ressaltar, aqui, que, além de Vinícius, Lyra também compôs, dentre outros, ao lado de gente como Ruy Guerra, Geraldo Vandré, Zé Kéti, Dolores Duran e Paulo César Pinheiro.

Somente em 2004, no entanto, é que Lyra veio a lançar seu primeiro DVD. O objetivo foi comemorar meio século na música, contado a partir da feitura de sua primeira composição (“Quando Chegares”, incluída no repertório).

Gravado durante show realizado no Canecão, no Rio de Janeiro, o vídeo teve a direção assinada por Jodele Larcher e contou com a participação de vários artistas admiradores de sua obra, dentre os quais João Donato, Emílio Santiago, Leny Andrade, Wanda Sá, Miúcha, Ivan Lins e Leila Pinheiro.

É o áudio de parte desse registro (são treze faixas pinçadas dentre as vinte e seis do DVD) que acaba de chegar às lojas em CD distribuído pela gravadora Biscoito Fino. Acompanhado por uma banda enxuta e eficiente, composta por Helvius Vilela (teclados), Adriano Giffoni (baixo), Dirceu Leite (sopros) e Ricardo Costa (bateria), Lyra mostra-se totalmente à vontade entoando canções atemporais como a deliciosa “Maria Ninguém”, a singela “Coisa Mais Linda” e a contagiante “Maria Moita”. Indispensável!



R E S E N H A 2


Cantor: LÉO JAIME
CD: “INTERLÚDIO”
Gravadora: SOM LIVRE



Quando o boom do chamado rock nacional se deu nos anos oitenta, a onda da vez eram mesmo as bandas. Barão Vermelho, Titãs, Blitz, Paralamas do Sucesso, RPM, Legião Urbana e tantas outras emplacavam um hit após o outro, disputando os primeiros lugares das paradas.

Meio que na contramão, fazendo também rock, mas um rock com um pé nos anos sessenta, o cantor Léo Jaime, sozinho, surgiu representando o protótipo do playboy irreverente, de visual “rockabilly”, com gomalina nos cabelos arrematados com topete e jaquetas de couro brilhante.

Oriundo de um grupo cuja anarquia dominava o repertório, o João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, Léo, um compositor de melodias inspiradas, seguiu a linha, embora amenizando-a, e engatou vários sucessos, a maioria com letras ao mesmo tempo divertidas e despretensiosas. Naquele tempo, dono de um corpo esguio, namorou várias beldades, a exemplo da até hoje linda Monique Evans, emprestando sua voz a canções que serviram de pano de fundo para muitas baladas da época, como: “A Fórmula do Amor”, “Sessão da Tarde”, “As Sete Vampiras”, “Nada Mudou”, “Conquistador Barato” e “Eu Vou Comer a Madona”.

Como tudo na vida passa, o auge do reconhecimento fez-se rápido. O artista ainda tentou uma virada quando, em 1995, lançou o excelente álbum “Todo Amor”, em cujo repertório predominavam boas regravações de músicas anteriormente registradas por Lulu Santos, Cazuza, Caetano Veloso, Djavan e Ângela RoRo, mas nada de novo aconteceu.

Após treze anos de lacuna, um Léo recheado de alguns quilinhos a mais acaba de voltar ao mercado fonográfico através do CD “Interlúdio”, lançado pela gravadora Som Livre. Produzido pelo baixista Dunga, o novo trabalho apresenta dez faixas em que se fazem notar as características melódicas do artista. Os arranjos remetem diretamente ao seu estilo, embora o viés roqueiro tenha se esmaecido. As letras, antes mais voltadas para a brincadeira juvenil, agora trazem idéias que povoam a mente de um cara que chega a quase meio de século de vida muito bem resolvido. Ao lado de parceiros como Leoni, Mingau, Leandro, Marcos Kleine e Alvin L. (este também o autor da única faixa não autoral do disco, a delicada “Hoje e Sempre”), Léo construiu um CD interessante, pautado por tintas suaves, em que sua voz de timbre educado passeia sem grandes arroubos, mas com uma adequação inatacável. Dentre os destaques há a romântica faixa-título, a bonita “Fotografia” (única não inédita) e as animadinhas “Tudo” e “Silêncio”.

Se incluída alguma de suas novas canções em trilha sonora de qualquer novela global, Léo Jaime tem tudo para ver resgatado o sucesso que de fato merece já que insiste, com honestidade ímpar, na verdade que entende coerente para a sua obra musical.



Escrito por Leo Jaime às 11:21 AM
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convivência difícil

SEi que sou minoria neste caso mas mesmo assim devo expor meus sentimentos. Há anos eu penava com os cigarros alheios, sou alérgico, em restaurantes. Observava que os mais "educados"esticavam o braço para afastar a fumaça de seus convivas e aproximar de mim e achava graça: cigarros incomodam até aos fumantes, quando a fumaça que sai da frente do cigarro lhes chega ao nariz. Hoje parece ter ficado claro para todos que cigarro tem um cheiro desagradável e incomoda. Nos restaurantes já não há mais a inócua área de fumantes (como se a fumaça ficasse restrita ali) e já não me preocupo com isso.
No entanto, agora que tenho ido à academia quase que diariamente, tenho percebido que a dificuldade em conviver com música techno no último volume me faz evitar um monte de lugares. Tem lojas em que a gente entra e tem que berrar com o vendedor, que parece estar numa rave e não no trabalho, de tão alto o som. Em restaurantes também. Aliás, a música só é alta quando é ruim. Quando a música é boa ninguém precisa exuberar no volume. Assim como se você precisar por muito ketchup é porque não a comida não presta. Passa um carro ao lado com o som tão alto que chega a tremer a rua, pode ter certeza de que a música que o cara tá ouvindo é uma porcaria. Só pondo o megabass atochado pro cara prestar atenção naquilo, e o volume oito milhões.
Mas parece que é uma obrigação atual: aturar a música chata e repetitiva no último volume como se isso significasse modernidade. Não é moderno porra nenhuma. É chato. Ponto. E é muito petulante achar que todo mundo tem que gostar. Eu não gosto. Nunca gostei. E em restaurantes ou a música está baixa, e é pra conversar, ou está alta e é pra dançar. NO meio termo é só pra encher o saco. E fazer com que as pessoas se cansem logo e queiram ir pra casa, liberando a mesa para outros.
Quem sabe falando muito nisso, mesmo pregando no deserto, um dia eu tenha meus ouvidos poupados assim como o meu nariz está sendo.



Escrito por Leo Jaime às 11:03 PM
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Brasileirão

O campeonato, para alguns, começou agora. É fato. Com o fim dos campeonatos paralelos todos vão se concentrar naquele que é o mais importante de todos. Claro que um título da Libertadores merece prioridade, mas é que sem uma boa colocação no Brasileiro não tem nenhum campeonato internacional no ano que vem. Bom, a coisa vai ficar mais difícil agora, isto é certo. Mas ao contrário do que costumava ouvir em São Paulo, onde a mídia esportiva costuma ser muito bairrista, o Flamengo confirma todos os sinais deixados na fabulosa recuperação do ano passado, e vem fazendo uma trajetória impressionante. Um quarto do campeonato já passou e o resultado é que ele, sozinho, se destacou dos demais em pelo menos cinco pontos. E vem mostrando regularidade e padrão de jogo independente da escalação. No jogo contra o Náutico quatro, dos que costumam estar entre os titulares, não jogaram e talvez tenha sido uma das melhores atuações do time. E o adversário, se ganhasse, estaria alinhado com os outros times que dividem a segunda posição. Não era, nem de longe, uma moleza.
Na quarta o Atlético MG, que não vinha bem mas mostra sinais de recuperação, vai ser uma parada dura. Imagino que os mineiros estejam mais preocupados que os cariocas, mas uma vitória neste jogo pode dar um sossego ainda maior. Faltam 3/4 do campeonato. Ter gordura pra queimar é importantíssimo.

Escrito por Leo Jaime às 1:34 AM
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Flamengo na liderança

Foi muito bom transmitir o jogo do Flamengo ontem, no Maracanã, com a equipe da CBN. Fazia muito tempo que não comentava um jogo e confesso estar um pouco enferrujado. Mas o pessoal da rádio é craque e não me deixou na roubada. MAs foi uma ótima sensação a de estar ali outra vez. Antes de me mudar para São Paulo passei um bom tempo comentando para a rádio e gostava muito.
Estar de volta ao Rio, e de volta ao Maracanã, é muito bom. Mesmo sentindo falta de muita coisa em São Paulo, aqui me sinto em casa.

Escrito por Leo Jaime às 1:39 PM
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